quinta-feira, 30 de maio de 2013

Otimismo/Propaganda


   Afinal, como anda nossa economia no último semestre? Nenhuma meta atingida com exito como prometido. Ou deve-se dizer, dito, ou planejado... tais palavras não combinam no campo, hesito em dizer, incompetente, da política nacional. De repente, as palavras que nos reconfortavam com relação ao PIB e ao aumento salarial (que só ocorreu no setor secundário estatal), fruto das massivas propagandas em triunfo do futuro brasileiro, terminaram como apenas palavras, mentiras da mentirosa mensagem de tranquilidade do país. 
   
O otimismo relacionado às estimativas do crescimento econômico enfraqueceu mais ainda um mercado que nunca fora tao forte, para início de conversa. Qualquer país apóia o produto que mais seja exportado de seu território, dado que esse possa até se tornar uma propaganda internacional para a nação, tendo a Rússia o apoio no petróleo, assim como a Arábia Saudita, os escandinavos, sua indústria eletrônica, e os Estado Unidos a América Para os Americanos (ou seria aos estadounidenses).
   A soja, tao peculiar em si, é o produto espelhando o retrato do Brasil, curral alimentício do mundo. É, também, o único ao qual o país pode realmente confiar no momento, apoiar-se, visto que o nosso petróleo bruto, mais exportado ainda do que o próprio grão, é transportado ao estrangeiro apenas para sua transformaçao em combústivel, sendo importando de volta ao país de origem logo após: uma grande perda de tempo e dinheiro nacional em tal aventura, na carência de refinarias brasileiras.
   A Noruega tem seu petróleo e, se falhar, o setor de telecomunicaçoes, e como mais um artifício de segurança, a sexta maior frota mercante mundial, ou seja, um tripé econômico com grande participaçao do setor terciário. O Brasil, em toda sua majestosidade espacial, vê um aumento salarial existente somente no setor estatal com o fraco rumor de aumento do PIB anual em 3,5%, em uma economia emergente que se esforça em manter concorrencia com os competidores Rússia, Índia e China, de crescimento médio maior que 6% ao ano.
   É de se admirar a falta de planejamento secundário no caso de uma tragédia como a seca dos campos de soja no sul nacional, que acarretou o atraso da safra no primeiro trimestre de 2013. Serviu para piorar o crescimento, que foi de 0,6% no primeiro semestre, e nada impressionante tanto em 2011 (2,7%) como em 2012 (0,9%)(tendo a Alemanha crescido 1,9% e, o Reino Unido, perto de 3,0%).
   Estava esperando que o aumento do valor financeiro nacional fosse comparável e até um pouco maior do que de tais países europeus, já estruturados e portanto não demandando grande aumento do PIB, e já que por minha parte havia estudado uma matéria anterior da Veja, sobre o sofrimento do crescimento brasileiro em relação ao nosso custo de vida, que mencionava essas semelhanças. A situação é pior do que se pensa, considerado o ambiente europeu e o de nosso país. É difícil a falta de alternativas em território tao vasto, e o poder nacional assim, aparentemente, o quer.

Luiggi Ghetti - 30/05/2013

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