terça-feira, 18 de junho de 2013

Alvorada Voraz

As tarifas do transporte público nunca foram populares entre os cidadãos. Isso quando medido (e não há outro modo de faze-lo) o custo/benefício de cada ônibus pego entre jornadas do trabalho para casa, casa - faculdade/colégio, ou  a qualquer lugar de lazer e vice-versa.
  Já testemunhei uma briga e vi várias pixações enquanto no ônibus da transoeste (BRT) aqui no Rio De Janeiro, e pagar a mesma tarifa por um transporte em que se vê a diferença de conforto entre ônibus velhos e BRTs (e ainda assim estudando a depredação nada eventual do último a cada momento necessário) é realmente injusto. Não se diz, porém, que o preço de uma passagem da transoeste deve aumentar, claro que não, governo, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, e sim que exijam melhor fiscalização ou até mais rígidas regulamentaçoes do transporte público e sua condição.
Isso tudo está, comumente, interligado: a justificação de pagamento da mesma tarifa por transportes de mesmo modelo, porém diferentes condições exige melhor fiscalização, planejamento a longo prazo de pavimentaçoes, regulamentação, projetos de lei, algo sério para mentes políticas nada práticas.
  E tudo se eleva quando há ainda seus superiores no poder. O fedor é finalmente demais para aguentar. Na Revolução Russa, o que começou com um suplício por pão terminou com uma revolta que abdicou o Czar Nicolau e instaurou o governo provisório. Aqui a reivindicação por melhores condições no transporte público se desenvolveu em uma para melhora em todos os setores socioeconomicos. a inflação foi a precursora de tais protestos a qual tem história antiga no país e, de minha parte, não consigo agradecer o suficiente.
  Há tanto a se reivindicar, infelizmente, que no momento nos vemos estupefatos diante do que conseguimos, e queremos tudo de imediato. Alguns decidem pelo vandalismo e, como Jean-Paul Sartre disse em defesa do ataques terroristas no Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, "a única arma disponível aos palestinos é o terrorismo. É algo terrível mas os pobres e os oprimidos não tem sequer outra para explorar", há de se reconhecer seu ponto. Mas esses estão aprendendo também valor do protesto pacífico.
  Até que os objetivos se concretizem, devemos continuar a reivindicação até depois da mudança, pois uma vez feita, não reconhecerá seus novos problemas, que podem ser os mesmos de antes. Pelo menos pode ser feita, e não parte da sociedade, porque "do que, afinal, ela é feita?"  (M. Thatcher, 1987)-parte de mim, se tenho ideia do que não prejudica o meio. Repita.


"a única arma disponível aos palestinos é o terrorismo. É algo terrível mas os pobres e os oprimidos não tem sequer outra para explorar"


Luiggi Ghetti 18/06/2013

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