terça-feira, 1 de setembro de 2015

Deus existe? A Reposta é irrelevante


     Este texto não visa provar ou refutar a existência de Deus. É impossível comprovar sua existência, mas como a ausência de evidencia não é evidencia de ausência, também se torna impossível comprovar sua inexistência.
     A resposta para essa dúvida não é importante, e sim a influência dessa questão em nossas vidas. A influência de Deus em nosso cotidiano é tão obsoleta que sua presença é irrelevante. Uma pessoa que testemunha um crime e não tenta impedi-lo é como se nunca estivesse lá.
     Nossa vida é controlada por nós mesmos, somos livres para fazermos nossas próprias escolhas e a partir de nossas decisões a vida é guiada unicamente por nós mesmos. Afirmar tais coisas pode dar uma sensação de vazio, desconforto e até abandono. Ter um Deus cuidando e nos guiando dá uma sensação de conforto e significado para nossas jornadas, a finalidade da religião deveria ser fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas e com os outros e se você é uma pessoa que busca algo assim, jamais desista disso.
     O problema é que muitas vezes as pessoas são julgadas pela sua opção religiosa. Um ateu pode ser uma ótima pessoa, assim como um católico, um muçulmano ou qualquer outra pessoa proveniente de outra religião. Escolha religiosa não define caráter, uma pessoa de índole ruim que entra pra igreja continua ruim. A descrença em Deus é muitas vezes associada à maldade e a frieza, eu prefiro enxergá-la como uma opção de amor a humanidade. Nós somos responsáveis pelas nossas escolhas e somos responsáveis em arcar com as consequências de nossos atos.
     Acredito que seguir uma religião de maneira saudável, sem fanatismos e preconceitos, pode ser algo maravilhoso. Mas é importante para o crente manter sua individualidade. Vemos muitas pessoas com lavagens cerebrais que perdem totalmente a capacidade de acreditar nas coisas por conta própria, apenas seguem o que o líder manda. Todos somos únicos, e nenhuma pessoa ou livro pode restringir suas opiniões pessoais.
     O que vemos no religioso muitas vezes é um egoísmo enorme, onde tudo se trata dele mesmo e qualquer ato bom é realizado apenas para chegar ao ‘céu`, nunca pelo desejo de ser bom.
     Faria muito mais sentido Deus perdoar um bom ateu, e não um mal cristão. Pois, se eu fiz algo bom em vida não foi por ele, e sim pela humanidade. Quando começarmos a fazer bondades por altruísmo e não por medo de ir para o inferno, será quando o ser-humano realmente atingirá um nível espiritual admirável, independente de existir um Deus.

Leonardo Teixeira - 01/09/2015

1 comentários :

Unknown disse...

Só cuida com o iluminismo, essa praga acaba cegando :)
Procure literatura fora da esfera mequiana, para uma boa formação intelectual e uma plena cosmovisão da vida e do universo.
E principalmente procure pensar e ver o mundo por si só, sem ideologias, principalmente as radicais que visam criar um paraíso messiânico na terra.

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