quinta-feira, 13 de março de 2014

Século XXI: tudo ou nada

Vivemos na era em que o acesso à informação é fácil e prático, em diversas maneiras. Seja pela televisão, rádio ou jornal escrito, conseguimos estar informados das últimas noticias no sofá de casa em frente a TV; durante o trânsito, dentro do carro ou até em uma sala de espera (que provavelmente deve ter o jornal do dia, se você já não possuir ou não ter a internet do celular ligada). Sem nenhuma dificuldade, conseguimos ter acesso à qualquer e todo tipo de notícia, seja a hora que for.

Graças às novas tecnologias, nosso tempo passou a possuir um potencial de produtividade enorme. Em 60 minutos, é possível pagar as contas do mês pela internet, ler as notícias do dia, comer um miojo instantâneo, se exercitar (com aquele aparelho abdominal que você comprou no anúncio da TV) e ainda bater um papo com seu amigo fazendo intercâmbio do outro lado do planeta.

Chegamos no ponto em que as dificuldades e preocupações estão cada vez mais banais e os problemas menos graves – se compararmos a vida de um homem, classe média, do século XXI com a vida de Luís XIV, um rei absolutista da idade média, conseguimos traçar muitos pontos em comum, se não for melhor viver uma vida mediana na nossa época do que ser um rei em outros tempos.

Nossa geração tem o privilégio de vivência a era em que tudo é possível de ser feito e qualquer sonho está mais perto de ser alcançado do que nunca. Na prática, entretanto, é outra história; temos incríveis oportunidades, mas ainda não aprendemos totalmente como lidar com todo esse potencial disponível.

De fato, estamos da era da informação, mas já não se sabe se somos tão bem informados assim. Todos os dias recebemos milhares de notícias sobre os mais variados assuntos, estamos em constante atualização sobre o mundo, nossa comunidade local, a intriga da novela, fofoca de famosos, o placar do campeonato de futebol e até a vida de amigos pelas redes sociais, mas até que ponto essa informação é útil ? De tudo o que lemos, se pelo menos metade desses textos afetar nosso modo de pensar ou proporcionar uma reflexão, estaremos no lucro, do contrário, qual é a razão de se informar ?

Nos dias de hoje, o tempo ganhou uma produtividade incrível, podemos realizar muitas atividades diferentes e aprender coisas novas de diversas formas. Ainda assim, costumamos utilizar nossos momentos de ócio assistindo filmes repetidos ou encarando a página inicial do facebook por horas, lendo notificações iguais que se repetem todos os dias. A procrastinação da vida se tornou um passatempo comum e consumir nosso tempo fazendo nada se tornou um hábito.

As mudanças culturais do século XXI permitem a expansão do nosso universo para inúmeros lados, mas ao mesmo tempo, cria uma tendência de alienação e estagnação. Mais do que nunca devemos sair do senso-comum, procurar filtrar as porcarias e utilizar com sabedoria os recursos disponíveis. Com a disciplina, conseguimos alcançar qualquer distância, aproveitemos isso, pois com os recursos que estão hoje às nossas mãos, tudo é possível.

Victor Mancebo 13/03/2014

2 comentários :

Marcos Neves Jr. disse...

Boa, meu amigo!

Na Comunicação, mais especificamente no Jornalismo, existe uma máxima que diz o seguinte: "o excesso de informação é desinformação". Um dos desafios dessa geração é encontrar um filtro confiável.

Gostei das questões, parabéns, continue escrevendo!

Abração!

Victor Mancebo disse...

Concordo com vc, sem dúvida, precisamos saber lidar com isso. Obrigado pela força, cara !
um abraço !

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