quarta-feira, 22 de maio de 2013

Desespero pelo assistencialismo

Escrevo este pequeno artigo para comentar rapidamente o recente boato da suspensão da bolsa-família. Boato este que gerou um desespero generalizado entre a população de baixa renda (veja o vídeo abaixo).

 

Essa confusão generalizada causada pelo boato é a clara demonstração da dependência da população ao governo, da dependência que o assistencialismo gerou. Logo, não é difícil entender o motivo da popularidade tão alta do governo Dilma entre as pessoas de baixa renda. O vídeo mostra que a presidente Dilma está no caminho certo para uma tranquila reeleição. Na verdade, não é necessário debater muito após assistir ao vídeo. as imagens falam por si só.

É necessário enfatizar que o assistencialismo por si só não é ruim, na verdade pode ser muito importante para a população, desde que seja adotado de maneira paliativa consciente, ou seja, temporária. Portanto, o bolsa-família, assim como outras medidas assistencialistas podem e devem ser adotados como medidas provisórias para depois serem retiradas com o objetivo alcançado (com uma determinada renda média da população o bolsa-família poderia ser retirado por exemplo).

O problema é que o assistencialismo petista na prática é uma demagogia, onde o governo seria feito para os pobres, "do povo, para o povo" como diz o lema petista. Numa espécie de "Pai dos pobres" como no populismo varguista. Sendo essa demagogia na verdade, a maior compra de votos que esse país já viveu. Onde medidas assistencialistas são adotadas sem nenhum prazo e sem nenhuma pretensão de se alcançar metas, o que é uma falta de pretensão ao desenvolvimento. Afinal, fazer um povo viver dependente de uma 'mesada' estatal não é evoluí-lo.

Não é coincidência que o Brasil vive um período de pouco crescimento econômico atualmente. Pois uma população que depende de assistencialismo para viver, não tem estímulo para produzir. Explicando melhor, o país não tem incetivo para trabalhar, para crescer, para produzir riquezas. É muito mais fácil se acomodar com as variadas bolsas governamentais do que ir trabalhar e deixar de ganhá-las, até porque muitas vezes o salário que a pessoa receberia trabalhando é menor do que o que ela recebe com as bolsas. Os grandes exemplos de crescimento econômico na história nos mostram o quanto é necessário uma população altamente produtiva, os ingleses são um ótimo exemplo disso. Se o Brasil quer ser uma potência econômica e mundial como dizem que quer, este não parece o caminho.




Para concluir gostaria de relembrar que medidas assistencialistas são necessárias mas não da forma como vem sendo adotadas, como já foi explicado anteriormente. O fato é que, se o cenário continuar dessa forma nem o país nem a população tendem a se desenvolver. Um país não cresce sem uma população gerando riquezas e uma população que apesar de ter melhorado de vida nos últimos tempos pelas medidas assistencialistas tende a não melhorar muito mais que isso pelas mesma medidas. O motivo é fácil de se explicar, se o país não enriquece, o governo não terá condição de aumentar a 'mesada' da população, a sua grande fonte de riqueza. Logo, a população, que depende da mesada do país não melhorará de vida. E assim ambos tendem a se estagnar.

Leonardo Teixeira - 22/05/2013

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