quarta-feira, 30 de abril de 2014

Exoplanetas: Um portal para a vida

Antes de começarmos nosso artigo, você sabe o que são exoplanetas? Exoplanetas são quaisquer planetas fora do sistema solar, que orbitam outra estrela que não seja o Sol. O estudo deles é importantíssimo não apenas pelo maior conhecimento do universo, mas também pela busca de vida fora de nosso planeta.

Exoplanetas são uma área de estudo recente na astronomia, isso porque é muito difícil estudá-los. Não basta apontar um telescópio e enxergá-los, pois são muito menores que as estrelas. Com o desenvolvimento de novas técnicas, a partir da década de 90, começamos a descobrir a infinidade de possibilidades que este mundo apresenta.

Atualmente existem 2 técnicas básicas para descobri-los e estudarmo-los:
 


Trânsito (bloqueio de luz): Quando um exoplaneta e uma estrela distante se alinham com a Terra, parte da luz da Estrela é bloqueada, como você pode ver na imagem, a curvatura da luz é alterada quando isso acontece. A partir dessa diferença de brilho podemos descobrir um novo exoplaneta. O problema da técnica de Trânsito, é que ela exige um perfeito alinhamento entre a Estrela, o exoplaneta e a Terra.


Velocidade Radial: Usa a atração gravitacional para detectar. A técnica analisa como o planeta puxa para trás e para frente a Estrela. É conhecido como bamboleio também, a própria imagem explica o motivo do nome. A partir dessa variação do movimento da Estrela, é possível detectar um novo exoplaneta.

(Lembrando que não existem apenas estas 2 técnicas. Essas são as 2 principais atualmente. Ainda existem também, variações das técnicas apresentadas acima.)

Como os métodos de detecção não são perfeitos, a grande maioria dos exoplanetas descobertos são muito grandes, pois são muito mais fáceis de se detectar com as 2 técnicas mostradas. Ainda assim existem casos fascinantes, como o do planeta HD209458-b (nome díficil ein), ele é 38% maior que Júpter, mas possui apenas 71% de sua massa. Outro caso fascinante são os planetas de diamante; acredita-se que em certos locais com muito carbono e pressões muito altas, podem existir planetas inteiros de diamante!  A inversão térmica é outro ponto importante também; como todos sabem, aqui na Terra quanto mais alto, mais baixa é a temperatura, enquanto em planetas como Júpter e Saturno é o oposto, quanto mais perto do centro, mais frio é. O interessante é que existem exoplanetas que apresentam essa inversão e outros que não. O motivo? Existem teorias, mas não há uma resposta concreta por enquanto.

Nos últimos anos com o aperfeiçoamento dos métodos de detecção, começamos a descobrir exoplanetas menores, como Kepler 62e Kepler 62f, que são menores que o dobro da Terra. Isso abre a porta para começarmos a estudar planetas com tamanho semelhante ao nosso.  Isso foi muito possível pelas Anãs Vermelhas (representam 70% das estrelas na Via Láctea), que são um tipo de estrela menores, mais frias e que brilham muito menos, chegam no máximo a 10% de luminosidade de uma estrela mediana. Ainda assim elas possuem planetas que as orbitam, muitos deles com possibilidade de vida. Sendo que estes planetas são muito mais fáceis de detectar, como a Anã Vermelha é muito menor que uma estrela, mais luz será bloqueada pelo planeta (utilizando a técnica de trânsito) e ela também será mais influenciada pela atração gravitacional (velocidade radial).




Até os anos inicias da década de 2000 os astrônomos não acreditavam que encontraríamos muitos exoplanetas pelas dificuldades de detecção. Mas nos últimos anos, vivemos uma verdadeira avalanche de descobertas. Em 2011 chegamos a média de 3 exoplanetas descobertos por semana! Atualmente estima-se que existam cerca de 100 bilhões de planetas na nossa galáxia, muitos deles estão em zonas consideradas habitáveis. O grande caso recente é o do Kepler 186-f, que possui o tamanho da Terra, está em uma zona habitável e é possível até que haja água líquida lá. Importante destacar que estar em uma zona habitável não significa ser habitada. Por enquanto ficaremos sonhando com a comprovação de vida extraterrestre. Mas os dados não negam, a vida fora da Terra é extremamente provável.


Leonardo Teixeira 30/04/2014

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