Porém, a situação parece estar se complicando. A meta inflacionária de 4,5% (a inflação nunca esteve abaixo da meta durante o governo Dilma) já se tornou um sonho e o teto de 6,5% (o que já é muito alto) já foi rompido com o anúncio de que a inflação atingiu a casa dos 6,59%.
Até aí os dados são ruins mas não desesperadores. O problema está na reação do governo que é praticamente nula. E a o motivo disso é muito simples: as medidas que combatem a inflação são impopulares. Ou seja, faltando 1 ano para as eleições presidenciais não parece uma boa ideia perder eleitorado. Fiz uma rápida análise sobre as medidas adotadas recentemente pelo governo petista:
- A taxa Selic (taxa básica utilizada como referência nos juros) tinha sido reduzida para 7,25%. O que é bem abaixo comparado a de períodos anteriores, o que é muito bom para a população. O problema é quando a redução é feita sem a economia estar preparada. Consequência disso: a taxa já teve que subir para 7,50%, uma mudança pequena mas que ainda tende a aumentar.
- Um dos principais motivos do aumento inflacionário é a relação demanda x oferta. E o que acontece agora é que existe mais demanda do que oferta. A população em geral aumentou seu poder aquisitivo (muito com a ajuda da falta do controle do crédito), logo a demanda aumentou. Tal aumento não pode ser visto no setor industrial, onde se vê pouco incentivo por parte do governo. Portanto, uma compreensão básica de economia nos diz que quando se tem mais procura do que oferta o preço dos produtos aumenta, ou seja mais inflação.
- Juntando os fatos percebemos que para combater a inflação é necessário aumentar os juros, controlar mais o crédito e cortar gastos, ou seja adotar medidas que são impopulares. Então o que se vê no momento é uma indústria pouco produtiva (o protecionismo petista não está funcionando como o planejado) que precisa de mais investimento. Uma inflação que corre o perigo de perder o controle e a perspectiva de crescimento econômico despencando.
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| Charge ironizando postura de Dilma |
Para concluir é necessário lembrar o discurso da presidente Dilma Rousseff que defende com unhas e dentes que o país não pode sacrificar a população pela economia. E analisando superficialmente é concordável, a melhor maneira é buscar um combate a inflação de forma equilibrada, isso é óbvio. Porém, se o governo petista continuar com posturas paliativas ao combate da inflação, a população será a grande prejudicada no final, perdendo principalmente o seu poder de compra. Portanto, percebe-se que o grande objetivo é segurar a popularidade alta de Dilma até as eleições e depois veremos o que acontece. O problema, é que a população tão defendida pela presidente, pode sofrer muito mais no futuro, o que a curto prazo não parece problema já que o governo petista tende a segurar sua popularidade alta para conseguir uma fácil reeleição.Veremos se após as eleições medidas mais drásticas (que são necessárias para um combate real a inflação) serão tomadas. Seguremos as pontas até lá... Leonardo Teixeira 11/05/13

sábado, maio 11, 2013
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